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A primeira a gente nunca esquece... Hoje estava lembrando da primeira vez que entrei num blog e pensei naquela teoria dos degraus do Milgram que diz que não mais do que seis pessoas separam você de qualquer uma outra no mundo. Funciona - ou deveria funcionar - como uma corrente social. Você conhece alguém que conhece uma terceira pessoa que conhece uma outra... E a sexta liga você ao alvo final, em qualquer parte do mundo. Seja como for, lembrei de como toda essa história de blog começou. Eu, Clareciana que sou, cansada de receber coisas atribuidas à Clarice Lispector que ela nunca escreveu, resolvi fazer uma pesquisa pra descobrir os verdadeiros autores e então reenviar os "poemas", com a devida autoria. No meio deste caminho havia uma pedra, só que era (e é) uma pedra preciosa: Guilherme Lamenha, meu querido Guiu e seu blog "Perto do Coração Selvagem". Assim descobri "o maravilhoso mundo dos blogues". Fiquei um tempo lendo-o em silêncio e depois nos tornamos amigos, graças a Deus, pois sua amizade é uma dádiva. Procurando informações sobre um show do sumidíssimo Beto Guedes, caí no Pentimento, do querido Marcelo Moutinho. tornando-me frequentadora assídua. Dias depois, eu (com a Turma da Bossa), recebi um convite de uma fã, pra conhecermos uma roda de Bossa que começaria a rolar no Bip. A fã era a querida (irmã)Ana Amélia. Papo vai, papo vem, falando de internet, comentei sobre o blog do Marcelo e então ela perguntou: "você já o conhece?" eu respondi que não, até porque pra mim ele era um ser virtual (rs). Ela então falou, "peraí" e gritou "Marcelo, chega aê". Estava eu diante do Marcelinho. Dias depois descubro que o Marcelo também lia o blog do Guiu. Via Pentimento, conheci o blog das fubangas Luise e Vicki e descobri também que ambas frequentavam o Bip, fui lá, me apresentei a elas e nos tornamos amigas. Conheci no Bip a Eugênia e descobri que era pra ela que eu enviava a programação da Turma da Bossa e Seresta Moderna, pro site "Samba Choro". E aí vieram a Paulinha Maia (que na época era a "Sambeira"), o Nininho (que me tornei amiga, graças ao assédio de um bêbado), o Fipo (que também conheci atraves do Guiu), a Moniquinha do fusca, o Marcinho (via Fubangas), a Michele (no Bip), o Zeh dos Mojitos (via Eugênia), a Joaninha (via fubangas), o Henrique (via marcelo), Arlindo e Taisa (navegar impreciso) a Maya (via Guiu), a Angela (fubangas), Paulinha do Humaitá, a Patricia, o Flávio Vaz Claudinha Lamego (via Paulinha e Marcelo), a Mariana (de Sampa), o Lucas Porto, Pepê , mais recentemente a querida Flá e tantas outras pessoas queridas. Por outras blogs vieram os queridos Ane Walker que em levou ao Papel de Pão do querido Sérgio Fonseca , Alex Moschovich e a Fada Ká... Vivemos uma febre blogueira, onde nos comunicavamos freneticamente, trocavamos programação, combinávamos os encontros, os eventos, postavamos as fotos, nos sacaneávamos (MM e Paulo Coelho que o digam). Éramos felizes e sabíamos. Hoje, alguns amigos continuam próximos, outros afastaram-se. Alguns blogues acabaram, outros mudaram de nome, outros mudaram de tema. Alguns de nós mudaram de estado civil, inclusive eu, que estou casada com um também blogueiro e tenho uma filha que já tem seu próprio blogue. Teve até quem mudou de país, porque a vida é assim e essa é a graça. De outro modo, seria um tédio, mas fato é que essas idas e vindas, essas voltas que o mundo dá é que tornam maravilhosa essa experiência de estar neste mundo louco, cujo maior desafio (na minha opinião) é também a melhor recompensa: os nossos relacionamentos. Ps. Dia desses, o Junior (Tangerina) que também está num dos 6 degraus, me repassava a máxima que aprendeu com um palhaço: "vamos aproveitar o bom dessa vida, porque afinal de contas, não sairemos mesmo vivos dela!" posted by Juli Mariano 08:46 Comments: . . .
posted by Juli Mariano 08:46
Ser mãe. As vezes dá um medo... Tenho andado em silêncio. Não tenho tido outro assunto que não a maternidade. Procuro variar o repertório, mas o cotidiano atual não me permite muitas variações. Muitas vezes sinto medo. São situações novas, muito novas e a responsabilidade é muito grande. Tenho outra vida em minhas mãos e as vezes tenho medo de não estar fazendo o que devia ser feito. As vezes as coisas acontecem com a Clara, eu paro olho e penso: "Meu Deus, o que eu faço agora?" Dá vontade de chorar, mas não dá pra parar e chorar, porque a dor, aflição e as necessidades dela não esperam, então tomo decisões instantâneas, depois fico pensando: "o que podia e posso fazer melhor?". Não sei. Não há um manual. A cada dia tudo se transforma e então eu penso: "ah, se naquele dia soubesse isso, teria sido diferente". Mas "naquele dia" eu não sabia e então vou tentando fazer o meu melhor em cada momento presente. Será que um dia eu consigo? posted by Juli Mariano 15:46 Comments: . . .
posted by Juli Mariano 15:46